Defensoria pede o ressarcimento da taxa de inscrição de concurso cancelado em Canapi

Certame, cujas inscrições foram realizadas em março de 2016, foi adiado três vezes e cancelado em novembro; mais de 6.700 candidatos se inscreveram


Foto: Divulgação/Internet
O Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos da Defensoria Pública do Estado ingressou, nesta semana, uma Ação Civil Pública em face do Município de Canapi e da empresa Advise Consultoria & Planejamento Eireli a fim de garantir o ressarcimento dos candidatos inscritos para concurso anulado pelo ente público no final do ano passado.

Em março de 2016, a Prefeitura Municipal de Canapi anunciou a realização de concurso público para o preenchimento de vagas em diversos cargos públicos. As inscrições e pagamentos das taxas foram efetuados pelos candidatos sem problemas, mas as provas, que foram remarcadas por três vezes, nunca aconteceram e o certame foi suspenso por força do Decreto Municipal 007/2016, 14 de novembro de 2016 e posteriormente anulado com a edição do Decreto nº XX, em 04 de dezembro de 2016.

Mais de um mês após o cancelamento do concurso, os candidatos ainda não receberam a devolução das taxas pagas. De acordo com relatório, que consta a lista de concorrência do concurso, divulgada pela empresa organizadora, 6.734 pessoas se inscreveram para disputar os 50 tipos de cargos disponíveis no edital e pagaram taxas que variam entre R$ 60 e R$ 90.

Objetivando resolver a questão, o Núcleo de Direitos Coletivos enviou ofícios para a Prefeitura de Canapi, em novembro de 2016 e janeiro de 2017, mas não obteve nenhuma resposta ou solução por parte do Município.

Na ação, o defensor público Carlos Eduardo de Paula Monteiro, responsável pela ACP, ressalta que o Município descumpriu o próprio edital do concurso, que previa na cláusula VI, nº 09, o ressarcimento dos candidatos em caso de cancelamento do certame. “Agindo de boa-fé inúmeros candidatos que almejam o tão sonhado cargo público, prepararam-se para o certame. De forma sacrificada despenderam o valor necessário para as taxas de inscrições, foram por quase um ano arrastados pelas inúmeras remarcações até a anulação do concurso e por fim, nenhuma informação foi transmitida por parte dos administradores do certame quanto à devolução dos valores empregados”, pontua.

Fonte: Correio Notícia, com Ascom - DPE/AL
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