Menores são flagrados consumindo bebidas alcoólicas em festa promovida por escola em Mata Grande

mata grandeDepois de flagrar crianças e adolescentes ingerindo bebidas alcoólicas e usando lança perfume – substância que na região é conhecida como Loló -, militares da Companhia de Operações Policiais Especiais do Sertão (Copes – Caatinga) acabaram com uma festa, promovida por uma escola estadual, na noite da última quinta-feira (8), na cidade de Mata Grande.

Centenas de alunos da unidade de ensino Gentil Malta de Albuquerque estavam reunidos no mercado público, localizado na Avenida Ubaldo Malta, centro da cidade, quando as guarnições da Copes – Caatinga, que estavam monitorando a região, chegaram na localidade. Conforme os militares, das cerca de 200 pessoas que participavam da festa, a maioria era menor de idade e estava embriagada, inclusive uma delas foi encontrada desacordada dentro do banheiro feminino.

Ainda de acordo com os policiais, foram encontradas bebidas alcoólicas e lança perfume dentro do mercado público que, além disso, ainda oferecia risco, por causa da falta de extintores de incêndio e saídas de emergência. O evento foi encerrado pela polícia que preparou um relatório da situação e enviou à Promotoria de Justiça do município.

Em contato com a redação do Minuto Sertão, a diretora do colégio citado, professora Maria Luzia, admitiu que sabia da presença de bebidas alcoólicas no evento, mas esclareceu que havia avisado à pessoa que estava comercializando para que não vendesse para menores de idade. Sobre a pessoa encontrada desacordada no banheiro, ela disse que a referida sequer é aluna do colégio.

A diretora disse ainda que o mercado não oferecia risco por falta de saída de emergência, já que tem duas portas grandes, que em um momento de precisão seriam suficientes para a evacuação do local. Já quanto a falta de extintores de incêndio, ela disse que assim como outros espaços públicos da cidade, o mercado funciona há anos sem eles e que inclusive é comum a realização de festas até maiores que a dela, mesmo assim.

Conforme a educadora, apesar da festa ser para os alunos da escola que dirige, parentes deles e outras pessoas também participaram. Ela criticou a maneira como os militares agiram e repudiou os veículos de comunicação que divulgaram a informação sem sequer ouvi-la a respeito do assunto.
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