Presos ateiam fogo em três acusados de estuprar e matar criança de 6 anos em Inhapi

[caption id="attachment_4844" align="alignleft" width="300"]Minuto Sertão Minuto Sertão[/caption]

Três acusados de estuprar e matar o menino José Paulo Gomes da Silva, de apenas 6 anos, na cidade de Inhapi, sofreram com a ira de companheiros de cela, na Delegacia Regional de Polícia de Delmiro Gouveia (1ª-DRP). Revoltados com o crime cometido, os detentos improvisaram uma espécie de lança-chamas e atearam fogo em dois adolescentes e no jovem Antônio Abílio dos Santos, 26, que teve metade do corpo queimada.

Segundo informações de agentes da delegacia, a ação aconteceu na tarde desta quinta-feira (8). Apesar de estarem separados, os três acusados eram repudiados pelos demais detentos. Um dos presos utilizou um desodorante aerosol para fabricar uma espécie de maçarico. Eles usaram um isqueiro e conseguiram queimar os acusados do estupro, que foram salvos por agentes da regional.

Antônio Abílio dos Santos teve 50% do corpo atingido, enquanto os demais tiveram ferimentos mais leves. Eles foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e nesta sexta-feira (9) o ferido mais grave foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde está internado em estado de saúde grave.

Josélia Geruza Gomes, 30 anos, também está na cadeia regional, mas num local afastado dos outros. Sobre a agressão dos presos, o delegado Rodrigo Cavalcanti disse que vai apurar a situação para poder se pronunciar a respeito.

O CASO

O casal Josélia Geruza Gomes e Antônio Abílio dos Santos, juntamente com dois menores de idade, um de 16 e outro de 17 anos, são acusados de abusar sexualmente, torturar e matar o pequeno José Paulo Gomes da Silva.

“Os acusados abusaram sexualmente do garoto, o lesionaram, queimando com pontas de cigarros, e após a morte, jogaram o corpo em um açude para tentar simular um afogamento”, disse o delegado Rodrigo Cavalcanti.

Ainda segundo o delegado, Antônio Abílio responde a dois estupros na região. Josélia é acusada de ter levado a criança até os acusados que praticaram os crimes de violência sexual e homicídio.

“Queremos enaltecer o empenho de todos os policiais civis da equipe da regional de Delmiro Gouveia na resolução desse caso que deixou a população sertaneja estarrecida”, concluiu o delegado.
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