População se revolta com falta de água e ateia fogo no escritório da Casal em Inhapi

[caption id="attachment_4502" align="alignleft" width="300"]Foto: Blog Central do Sertão Foto: Blog Central do Sertão[/caption]

Revoltados com os mais de três meses sem abastecimento de água na cidade, na tarde deste sábado, por volta das 14h, centenas de moradores de Inhapi invadiram e atearam fogo no prédio do escritório municipal da Companhia de Abastecimento de Alagoas (Casal), localizado na Avenida Muniz Falcão, no centro.

Com o objetivo de conseguir um posicionamento do gerente da unidade a respeito do desabastecimento, a manifestação começou com um pequeno aglomerado de pessoas que iniciou uma queima de pneus em frente ao escritório. Em pouco tempo o protesto ganhou novos integrantes que decidiram depredar o prédio a pedradas.

Os vidros de uma janela e da porta principal do imóvel público foram destruídos durante a ação. Alguns manifestantes conseguiram entrar na recepção e danificaram alguns móveis, além de queimarem vários documentos, entre eles talões de cobrança.

Guarnições do Grupamento de Polícia Militar (GPM), com o apoio do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes), estiveram na localidade e conseguiu conter os ânimos dos moradores. Os militares sugeriram que aquelas pessoas formassem uma comissão, representando as demais e fossem até a sede do GPM, onde o gerente regional da Casal, João Neto, estava os aguardando para conversar.

Alguns manifestantes foram até o referido grupamento militar e conversaram com o gerente regional que se comprometeu a resolver os problemas imediatamente. O mesmo teria anotado os nomes das ruas sem abastecimento e até prometido que a companhia iria disponibilizar carros-pipas com água para ajudar aos consumidores que estão sem usufruir dos serviços.

Logo depois da reunião, o protesto foi encerrado, mas um grupo de moradores adiantou para a reportagem do Minuto Sertão que se o problema não for resolvido, conforme prometido pelo gerente, um novo manifesto será realizado e desta vez no diretório regional da Casal, em Delmiro Gouveia.

A falta d’água no município é um problema constante há anos. Muitos bairros têm ficado até cinco meses sem abastecimento. Os consumidores recebem os talões de cobrança todos os meses, mesmo sem está usufruindo do serviço.

Populares da Rua Padre Cícero, área central, reclamam que há meses estão tendo que comprar água em caminhões-pipas para que não fiquem com sede e possam assegurar outras necessidades de casa. Estas pessoas alegam que procuraram o escritório da companhia para reclamar, mas os funcionários nada fizeram a respeito.

Uma moradora da referida rua denuncia que sempre existiu corrupção por parte dos servidores da Casal que estariam aceitando propina para privilegiar o abastecimento de água em algumas residências de políticos e autoridades do município. A dona de casa que não se identificou por temer alguma retaliação afirma que tal atitude tem contribuído para o desabastecimento de muitos quarteirões.

Um homem que se identificou apenas como “Liro” diz que se revoltou ao ficar mais de dois meses sem fornecimento d’água em sua casa e foi reclamar no escritório municipal da Casal, mas acabou sendo agredido por um dos funcionários da companhia. O popular não quis revelar o nome do agressor, mas contou que o mesmo reside na cidade.

Tentamos contato com o gerente regional da Casal, mas não obtivemos êxito.
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